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Rooibos

Apenas um blog pessoal... mais um...

Cara de parvo #2

05.01.18

... é a cara com que fico de cada vez que vejo mais uma ideia criativa no trânsito.

Para quem é costuma andar no trânsito, é habitual ver motas e bicicletas passarem por entre as filas de carros, principalmente quando o trânsito está parado. Às vezes há umas razias e uns sustos. Há quem se desvie um pouco para os deixar passar. Eu normalmente não me mexo muito, porque já aconteceu ser passado pelos dois lados ao mesmo tempo, e se me desvio para um lado ainda arrisco a ir contra alguém que está desse lado. Portanto, prefiro prevenir sempre o acidente.

Portanto, proibido ou não, é habitual. Autoridades incluídas.

Já vi fazer o mesmo com motas maiores. É mais difícil, mas vai-se passando, a pouco e pouco, por entre as filas, se há colaboração dos carros.

Também já vi fazer o mesmo com uma moto-quatro. Tarefa difícil, mas o condutor era persistente nos seus objectivos. E os outros condutores, talvez para evitar algum acidente, lá iam permitindo a sua passagem.

Achei que a situação ficava por aqui. Até que hoje vi alguém fazer o mesmo com um carro. Sim, um carro. Havia duas filas e eu estava na fila da direita. O condutor estava na fila da esquerda, ligeiramente atrás de mim. Aproveitando o espaço maior entre as duas filas, no momento em que o semáforo abre e os carros começam a avançar, ele coloca-se entre as duas filas e circula alguns metros, até eu me ter assustado com a razia e ter travado, o que o permitiu meter-se para a fila da direita.

Mas já vale tudo no trânsito?

Devo ter visto mal

03.01.18

Só pode. Porque há coisas demasiado parvas para existirem. Ou então sou eu que sou pouco inteligente para as perceber.

Agora que já desabafei, deixem-me explicar...

Num determinado local com estacionamento pago, descobri 3 lugares reservados a carros com menos de 3 metros de comprimento. Já tinha ouvido falar destes lugares reservados a uma determinada marca de carros, mas estes não referiam qualquer marca, apenas a dimensão máxima.

Obviamente que pensei logo que haveria algo que impedia que aqueles lugares tivessem um tamanho normal. Mas não. Em tempos foram lugares normais (notavam-se as linhas apagadas), mas agora tinham sido cortados em comprimento, deixando um espaço sem qualquer utilidade. Cada lugar tinha uma placa vertical que anunciava os lugares especiais, ao mesmo tempo que servia de barreira física para evitar batotas de quem tem carros "normais".

Eu olhei para aquilo sem perceber a utilidade. Ainda pensei que podia lá estacionar o meu carro, mas as dimensões oficiais dizem que tem mais meio metro. Ou eu estou mal recordado do comprimento máximo, ou então aqueles lugares só servem mesmo para aquela marca de carros.

Ou então eu vi aquilo tudo mal. Só pode.

Digam-me que foi um sonho. Ou que há justificação válida.

Ainda pensei contactar a entidade para perguntar o motivo daqueles lugares, mas já tirei da ideia. Estou há um ano à espera de resposta a uma reclamação que lhes fiz por causa (oh... ironia!) dos lugares demasiado estreitos para estacionar o meu monovolume (estacionar até dá, mas depois mal dá para abrir as portas).

Papeladas

02.01.18

Tenho lá em casa uma pasta onde guardo as facturas de electrodomésticos e outros aparelhos, caso seja necessário activar alguma garantia.

Sempre que procuro nessa pasta uma factura, acontece uma de duas coisas: se encontro a factura, a garantia já expirou; se tenho a certeza que ainda está na garantia, não encontro a factura.

Está-me a acontecer esta última situação pela segunda vez. Da primeira vez safei-me ao insistir que, embora não tivesse a factura, tinha a guia da transportadora que entregou o electrodoméstico em casa.

Desta vez acho que me vou safar porque a factura tinha número de contribuinte e consegui ver o seu número no portal das finanças. Até agora foi o suficiente, mas o processo ainda vai a meio, por isso torçam por mim.

Procura-se silêncio

20.12.17

Há muito tempo que não sei o que é o silêncio.

Tenhos 2 filhos pequenos, pelo que animação é coisa que nunca falta em casa. Se há silêncio em casa, é sinal que alguém está doente. A este respeito, recordo-me da vez em que o mais velho ficou completamente afónico em resultado de uma lariginte (na altura ainda era filho único). Nesses dias havia um estranho silêncio em casa.

Portanto, ainda bem que há animação em casa. A juntar aos filhos, tenho ainda uma mulher que gosta de ouvir música bem alta. A completar, a televisão está sempre ligada, quer esteja alguém a olhar para ela ou não.

Mesmo à noite, o silêncio dura pouco. Ultimamente o mais novo acorda a chorar, como se estivesse irritado. Faz isto várias vezes durante a noite.

No trabalho, o silêncio é raro. Trabalho num open space, onde há sempre conversa e, por vezes, umas discussões mais acesas.

Nesta época em particular, silêncio é coisa que não há. Ontem fui ao supermercado comprar iogurtes, fruta e pouco mais. Já esperava encontrar muita gente no centro comercial, mas não no supermercado. Muito gente, muitas filas, muito burburinho...

Esta semana fiquei sem bateria no carro. Desde aí, para tentar recarregá-la nos curtos trajectos que faço diariamente, optei por andar com o rádio desligado, que é algo que não era habitual fazer.

E descobri que, embora não seja total, este silêncio me faz falta!

Vou ouvir mesmo o quê?

15.12.17

Há algum tempo que não ouvia música no trabalho, mas hoje achei que precisava.

Por isso, liguei os auscultadores e abri "aquele site de vídeos que toda a gente sabe". Depois, parei-me a observar as sugestões que ele tinha para me dar: Panda e os Caricas, Xana Toc Toc, as canções da Maria, o mundo da Sara, Sónia Araújo... Também havia episódios da Masha e o Urso.

Ok, não me serviam as sugestões, pelo que resolvi pesquisar qualquer coisa. Preparei-me para escrever, mas deu-me um branca. Bloqueei. Dei voltas à cabeça e não me saía nada para escrever, nem música, nem cantor, nem banda, nada...

Decidi não ouvir música. Fechei o site e desliguei os auscultadores.

Queixar-me?

06.12.17

Passei por um prédio que vai ser pintado no exterior. Tem andaimes montados e estava um senhor com uma máquina de alta pressão a lavar as paredes.

Tive que passar mesmo por baixo dos andaimes, porque era o acesso a um local onde precisava ir. Quando passei, apanhei uns pingos de água e não me preocupei. Quanto voltei, apanhei com a chuva da lavagem e com tinta velha que saltava das paredes.

Quando olhei para mim, estava todo salpicado de tinta seca branca. Sacudi a roupa e o cabelo e resolvi a situação. Mas olhei e reparei que só havia protecção numa pequena parte dos andaimes.

Fiquei a remoer naquilo. Noutros tempos tinha barafustado e tinha feito queixa a uma entidade qualquer competente. Ou tinha contactado a empresa a queixar-me.

Mas calei-me. Fiquei a pensar que ainda arranjava alguma multa ao condomínio ou à empresa de pintura. E bem sei, pela experiência do meu prédio, que não é fácil um condomínio ter dinheiro para as obras. Nem será fácil a estas empresas manterem-se a funcionar.

Também pensei que alguém me poderia depois reconhecer (porque passo ali frequentemente) e poderiam riscar-me o carro ou furar-lhe os pneus.

E não disse nada. Mas continuo a remoer no incorrecto que foi este meu silêncio.

Quem dá as prendas de Natal?

05.12.17

Nunca me fez sentido contar a uma criança a história do Pai Natal. Sendo uma fantasia, isso acaba por levar uma desilusão, certo? Imagino que sim, pois nunca passei pela experiência quando era criança (também a mim nunca ninguém me contou esta história).

Além disso, dada a perspicácia do meu filho mais velho (o mais novo ainda não tem entendimento para isto), iria ser difícil explicar-lhe como é que a personagem desce pela chaminé. Na casa onde passamos o Natal até existe uma, mas, depois de a descer, fazia o quê? Batia no vidro do recuperador de calor para lhe abrirmos a porta?

Ainda assim, sempre é melhor do que se fosse na nossa casa, onde as chaminés que existem vão dar ao exaustor do fogão, ao esquentador ou ao ventilador da casa-de-banho.

Quanto a dizer que era o Menino Jesus que entregava as prendas, seguindo uma tradição ainda mais antiga, também está fora de questão. Somos uma família crente, portanto Jesus tem um outro papel, nada de confundir os assuntos.

E, desta forma, achei que a questão estava clara como água. Pelo menos para mim.

Um dia destes, o assunto surgiu em conversa entre a minha mulher e a minha sogra. A minha sogra insistia para que disséssemos que era o Pai Natal que trazia as prendas. A minha mulher dizia que não, que era preferível dizer que era o Menino Jesus.

Não me meti na conversa, porque entre mulher e sogra não se deve "meter a colher". Mas, numa tentativa de achar um ponto de equilíbrio, no final disse à minha mulher: "Cá para mim pode-se dizer que as prendas da avó são do Pai Natal. As nossas são nossas".

O regresso

30.11.17

No último texto (há precisamente 5 meses atrás) disse que ia de férias.

Regressei agora, não das férias (que duraram apenas 2 semanas), mas de uma pausa que fiz neste blog, que aconteceu apenas porque me deixei seguir pela vontade (ou falta dela) e não porque a tivesse planeado. A verdade é que, quando terminei as férias, o "bichinho" da escrita já cá não estava. Achava que devia voltar aqui, mas não senti vontade de o fazer.

A contribuir para esta falta de vontade estiveram também vários assuntos muito badalados na altura (apenas me recordo que um deles foi a polémica dos livros de actividades). Na altura apercebi-me da facilidade com que uma opinião publicada na internet pode lançar uma polémica, influenciando fortemente a opinião pública. As partilhas na internet multiplicam-se que nem coelhos. E poucos são aqueles que sabem ser críticos em relação ao que se lê na internet.

Nessa altura, apercebi-me também que eu próprio evitava abordar certos assuntos neste blog (ainda que o faça debaixo do anonimato), ou porque achava que não tinha argumentos suficientes para defender certas opiniões, ou porque achava que eram assuntos de pouco consenso. E estar a lançar discussões era coisa que não pretendia, até para não acabar com comentários discordantes (como já tenho lido noutros blogs) em que se usam "argumentos" como "és uma besta", "és um anormal", "vai trabalhar malandro".

E assim fui deixando passar o tempo, prometando a mim próprio que deveria voltar a escrever no blog, quanto mais não fosse para informar que iria fazer uma pausa. Mas ao mesmo tempo achava que deveria reflectir melhor se parava mesmo ou não. E o tempo continuava a passar...

Hoje, decidi escrever de novo. E decidi regressar a este mundo dos blogs.

Para já, fui ressuscitar o leitor de feeds que não usava há bastante tempo e adicionei-lhe todos os blogs que sigo aqui no Sapo (deu algum trabalho, mas não acho prática a secção de "Leituras" para me manter a par dos outros blogs).

Depois... Bem, depois, não sei. Não sei sobre o que vou escrever, nem quando, nem como... Sei que preciso escrever. E sei que a melhor forma de escrever é deixar-me seguir pela vontade e pela inspiração.

Foi o caso deste texto, que me saiu sem grandes dificuldades. Talvez seja um bom sinal do que aí vem! :)

De férias

30.06.17

Estou prestes a ir de férias (e é sempre nestes dias que aparece mais trabalho para fazer).

Portanto, caso achem a minha falta, informo que durante os próximos dias estarei ausente daqui, porque também gosto de fazer férias do computador e da internet.

Até já!

Informação com emoção

29.06.17

Cheguei à conclusão que as pessoas não querem informação. Porque a informação dá-se de forma resumida, apontando os factos concretos. Mais nada. Mas as pessoas não querem esta informação: querem informação com emoção.

As pessoas não querem só saber que há um incêndio de grandes dimensões. As pessoas querem saber isto e querem sentir que estão lá. Por isso as pessoas ficam agarradas aos ecrãs vendo jornalistas a circularem no locais afectados pelos incêndios, vendo pessoas a chorarem e a gritarem pelo desespero de sentir as chamas muito perto, vendo árvores, casas e carros destruídos. Imagino a quantidade de pessoas que se agarrou a estas imagens e chorou como se estivesse lá.

As pessoas não querem saber que desapareceu uma criança. As pessoas querem saber isto e querem sentir que foram elas próprias que perderam a criança. Por isso ficam agarradas aos ecrãs vendo os pais da criança chorarem, entrevistados no quarto que era da criança e que permaneceu igual desde o dia em que esta desapareceu.

As pessoas não querem saber que um homem matou a mulher. As pessoas querem saber isto e querem sentir a dor de perderem aquela mulher e a revolta pelo agressor não ser devidamente condenado.

Hoje, para qualquer notícia se faz um directo, para se levar os espectadores até aos locais dos acontecimentos, mesmo que isso não traga nada de valor ao conteúdo da notícia. Mas está-se lá, no local.

Vieram-me estas ideias à cabeça e escrevi-as sem pensar muito. Estarei errado no que digo? Será por isso que os meios de comunicação (principalmente as televisões) exploram tantos as notícias hoje?