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Rooibos

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Partilhas

28.06.17

Quando andava na escola, era normal, no final dos períodos, ouvir dos adultos a pergunta "então e as notas, foram boas?". Acontecia quando os meus pais se encontravam com outros familiares ou amigos.

Eu evito fazer esta pergunta, pois sei que, se a criança tem dificuldades na escola e as notas são baixas, a pergunta é incómoda para ela, bem como para os pais. Sei-o porque tenho alguém próximo nesta situação.

No entanto, à semelhança desta outra pergunta, prevejo que também esta vá deixar de existir nas conversas. Ontem, pela primeira vez, vi alguém partilhar no Facebook as notas da filha, salientando o grande orgulho que tinha nela (tinha tido 5 a todas as disciplinas).

Não sei se entendo estas partilhas, até porque não conheço, nem estou ligado, à pessoa em questão (ela é "amiga" de um "amigo" na dita rede social). 

Eu também tinha boas notas, mas os meus pais sempre me ensinaram a não me pavonear em frente aos outros que não as conseguiam ter. Por isso não gostei da partilha. E espero que não se tornem habituais.

5 comentários

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    De Rooibos a 28.06.2017 às 13:36

    Ainda pensei que fosse uma opinião descabida, mas já vi que há mais pessoas a pensar o mesmo!
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    De Maria a 28.06.2017 às 13:37

    Há sim, podes descansar ;)
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    De Robinson Kanes a 28.06.2017 às 14:47

    O Rooibos toca num ponto interessante e muito actual, e mesmo tendo conhecimento disso (acredito) nem se apercebeu no que se estava a meter.

    Hoje em dia a "gabarolice" mesmo que inventada veio para ficar, se formos para o mundo do trabalho, os "gurus" (termo para palrador) são os primeiros a incentivar essa prática… Perde-se mais tempo a comunicar feitos (muitas vezes atingidos em grupo e não somente por uma pessoa) do que propriamente a trabalhar.

    Vivemos na Era do "meu é maior que o teu". É assim que somos mais felizes, não!
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    De Rooibos a 28.06.2017 às 15:11

    Eu acho que sempre houve um pouco disto. Vindo de uma terra relativamente pequena, era habitual ver gente a comprar grandes carros ou grandes casas só para se mostrar (ainda que isso obrigasse a criar dívidas noutras coisas).
    Mas já ouvi de sítios piores, onde as pessoas se mostravam com grandes festas de casamento (e depois tinham os fornecedores a bater à porta por causa das dívidas).
    As redes sociais vieram facilitar o fenómeno: agora é mais fácil mostrar qualquer coisa a mais gente em menos tempo.
    No trabalho, também conheço alguns gabarolas, principalmente nos níveis hierárquicos mais altos, onde é fácil dizer "fizemos isto", quando o pessoal que põe a mão massa é que tem o trabalho duro e sabe que "aquilo" foi feito em cima do joelho porque se impôs um tempo curto para o fazer ou a matéria-prima é de má qualidade.
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